terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Matéria da Aula 01





            O texto abaixo deve ser copiado para o caderno sendo a matéria a ser estudada para a prova. Terá coisas já explicadas e outras não pois continuarei a aula dia 22/02. Copiem da melhor maneira possível inclusive com os desenhos. Capricho vale nota quando for dar o visto no caderno.

Modelo celeste Aristotélico
O filósofo grego Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.)desenvolveu muitas teorias no campo da Física. Tais teorias englobam o que Aristóteles descreveu com os quatro elementos. Ele falou detalhadamente sobre a relação entre esses elementos, suas dinâmicas, como eles impactaram na Terra e como eles eram, em muitos casos, atraídos entre si por forças não especificadas. Seu modelo celeste era geocêntrico (Terra no centro).
Os princípios fundamentais da física aristotélica são:
  1. Lugares naturais: cada elemento preferia estar em um lugar diferente e específico no espaço, em relação ao centro da Terra, que também é o centro do universo
  2. Movimento retilíneo: é o movimento em resposta a esta força: em linha reta a uma velocidade constante.
  3. Impossibilidade da existência do vácuo: no vácuo o movimento teria velocidade infinita.
  4. O éter preenchendo o espaço: todos os pontos do espaço são preenchidos pela matéria.
  5. Um universo infinito: não poderia existir uma fronteira no espaço.
  6. Teoria do continuum: entre os átomos existe o vácuo, por isso a matéria não poderia ser diminuta, atômica.
  7. Quintessência: objetos muito acima da superfície da Terra não são constituídos por matéria originalmente terrestre.
  8. Cosmo incorruptível e eterno: o Sol e os planetas são esferas perfeitas que não se alteram.
  9. Movimento circular: os planetas descrevem um movimento circular perfeito.
Os princípios de Aristóteles não são corretos sob quaisquer aproximações, e não descrevem com exatidão coisa alguma em nosso universo. 
Modelo celeste de Ptolomeu
      Cláudio Ptolomeu, filósofo alexandrino que viveu entre os anos 90 e 168 d.C., lançando mão de epiciclos e deferentes, foi o primeiro astrônomo a estabelecer um modelo geocêntrico com precisão razoavelmente acurada a fim de descrever os movimentos dos planetas no firmamento conforme inferidos a partir da Terra, contudo seu modelo ainda carecia de um ponto fundamental: a causa física para tais movimentos. À parte seus defeitos, o modelo de Ptolomeu foi prontamente assimilado e difundido pelas sociedades da Idade Média. Esse sistema se mostrou muito favorável a teologia da Igreja Católica Romana e, por isso mesmo, ele sobreviveu praticamente intacto por 13 séculos. O geocentrismo só veio a ser efetivamente contestado a partir do julgamento do astrônomo e físico italiano Galileu Galilei, já no século XVII. E de fato, foi apenas no século XVIII que o estudo mais aprofundado da mecânica e dos corpos celestes demonstrou definitivamente que o geocentrismo havia sido um engano perpetuado por mais de milênio.
       Os epiciclos e deferentes são muito complicados matematicamente mas faziam o que o modelo anterior não fazia, Ptolomeu podia prever eclipses, e outros fenômenos por mais difícil que fosse.
Modelo de Kepler
      Na visão religiosa de Kepler do cosmos, o Sol (um símbolo de Deus, o Pai) era a fonte da força motiva no sistema solar. Para embasamento físico, Kepler usou de analogia com a teoria de William Gilbert da alma magnética da Terra encontrada em De Magnete (1600) e em suas próprias pesquisas em óptica. Kepler supôs que o poder motivo (ou espécies motivas)[35] irradiado pelo Sol enfraquecia com a distância, causando movimento mais rápido ou lento a medida que os planetas se moviam para mais próximo ou longe dele.[36] [37] Talvez esta suposição implicasse uma relação matemática que restaurasse a ordem astronômica. Baseado em medições do afélioperiélio da Terra e Marte, ele criou uma fórmula em que a taxa de movimento de um planeta é inversamente proporcional a sua distância ao Sol. Verificar essa relação para todo o ciclo orbital, no entanto, requeria cálculos muito extensos; assim, para simplificar essa tarefa, até o final de 1602 Kepler reformulou a proporção em termos geométricos: os planetas varrem áreas iguais em tempos iguais —A segunda lei de Kepler do movimento planetário. Ele então começou a calcular toda a órbita de Marte, usando a ei da taxa geométrica e assumindo uma órbita em formato de ovo (ovoide). Após aproximadamente 40 tentativas fracassadas, no começo de 1605 ele finalmente teve a ideia de usar uma elipse, que ele tinha anteriormente assumido que era uma solução simples demais para que astrônomos anteriores a tivessem negligenciado. Após constatar que uma órbita elíptica se ajustava aos dados de Marte, ele imediatamente concluiu que todos os planetas movem-se em elipses, com o Sol em um dos focos —A primeira lei de Kepler do movimento planetário.
 Periélio, que vem de peri (à volta, perto) e hélio (Sol), é o ponto da órbita de um corpo, seja ele planetaplaneta anãoasteroide ou cometa, que está mais próximo do Sol. Quando um corpo se encontra no periélio, ele tem a maior velocidade de translação de toda a sua órbita.

Afélio (do latim "aphelium", derivado do latim "apos", que quer dizer longínquo), é o ponto da órbita em que um planeta  está mais afastado do Sol e por isso tem a menor velocidade de translação da órbita.



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